As juntas homocinéticas são responsáveis por transmitir velocidade constante na saída do diferencial para as rodas. Saiba mais sobre a peça!

Antigamente, as juntas homocinéticas eram universais e transmitiam o torque do motor para as rodas. Porém, esse sistema tinha muitos problemas de dirigibilidade e falhas na transmissão da potência do motor para as rodas. Essa peça possibilitou a popularização da tração dianteira, que hoje é bem comum de se ver nos veículos.

A junta homocinética conecta o cubo da roda ao semieixo da transmissão e ao eixo do câmbio. Dessa forma, transmite potência de maneira eficiente em diferentes angulações. Como esse componente é responsável pela transmissão da energia gerada pelo motor as rodas, é considerado um elemento de segurança para o carro.

Caso ocorram falhas ou quebra nessa junta, a energia produzida pelo motor não será mais transmitida para as rodas, provocando parada total do veículo. Por isso é tão importante realizar as manutenções preventivas e fazer revisões entre 5 a 10 mil quilômetros. Além disso, uma falha não corrigida nesse elemento, pode danificar outras partes da suspensão.

A homocinética e a tração dianteira

Com a possibilidade de gerar ângulos de esterçamento maiores, a junta homocinética possibilitou o uso da tração dianteira que é bem comum nos veículos atuais.

Essa tecnologia permitiu que os carros se tornassem mais compactos e leves. Isso porque a configuração do motor dianteiro poderia ser utilizada sem o uso de um eixo cardã para transmitir o movimento para as rodas.

Essa inovação também resulta num menor consumo de combustível. Como o motor, a transmissão e o diferencial são posicionados na frente do veículo, há uma menor perda de potência na transmissão. Isso garante, também, uma distribuição de peso mais conveniente para a aderência das rodas da frente. Essa maior aderência se traduz numa melhor estabilidade e capacidade de manobras com maiores ângulos de esterçamento.

Devido a geometria da suspensão em veículos de tração dianteira, as juntas homocinéticas ligadas aos cubos das rodas tendem a se desgastar mais rapidamente do que aquelas usadas nos eixos traseiros.

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